A androginia no k-pop

O tempo passou e eu não vi: já fazem quase seis anos que eu entrei no mundinho do k-pop. E se tem uma coisa que eu observei e acho super interessante no nicho do pop coreano é a androginia.

Mas o que é androginia pra começo de conversa?

Segundo o dicionário, andrógino é “que ou aquele que apresenta características, traços ou comportamento imprecisos, entre masculino e feminino, ou que tem, notavelmente, características do sexo oposto.” 

Em outras palavras, são pessoas que apresentam características tanto masculinas quanto femininas. eu notei que esse fenômeno ocorre com uma frequência considerável no k-pop, principalmente entre idols masculinos, mas também entre algumas mulheres do gênero.

E, quando eu comecei a escrever esse post, fiquei curiosa para entender quando surgiu esse fenômeno da androginia no k-pop. Isso porque, pelo pouco que eu entendo do assunto, a Coreia do Sul é considerada uma nação bastante conservadora, principalmente no que tange assuntos como feminismo e direitos LGTBQIA+.

Depois de algumas pesquisas e leituras de artigos acadêmicos (sim, eu fui longe para entender toda a situação, hahaha), entendi que essa tendência de looks com toques andróginos vem de um fenômeno chamado kkonminam, ou garotos das flores. Segundo o artigo que eu li  “Argumenta-se que a implementação do kkonminam na cultura popular moderna é, em parte, liderada por por uma vontade de normalizar uma imagem positiva dos coreanos na sociedade japonesa que, por um longo período de tempo esteve sob escrutínio por ser “inferior” aos japoneses, como resultado de décadas de conflito e da ocupação da Coreia entre 1910 e 1945.”

Mas o que é esse tal fenômeno dos garotos das flores? Segundo a página do Wikipedia sobre o tema “A palavra ‘kkonminam’ é um neologismo que foi usado pela primeira vez para descrever ‘personagens de meninos bonitos de quadrinhos femininos que apareciam regularmente em fundos cheios de padrões floridos’. O conceito coreano kkonminam de masculinidade suave origina-se do conceito japonês de bishōnen em shōjo mangá e anime, mas, segundo Sun Jung, com mais pureza, inocência e polidez.”

A ideia é que o k-pop se apropriou e capitalizou dessa aparência “feminilizada” dos personagens de anime e mangá, exatamente porque ela era considerada muito atraente pelas mulheres consumidoras do estilo musical. Faz sentido?

Mas, e aí, Laura? Você falou, falou e falou, mas não mostrou o que é esse tal visual andrógeno no k-pop…

Vem comigo que eu vou te mostrar alguns idols e como a androginia se manifesta em seus visuais!

E o XLOV? Você não vai falar deles?

Atualmente é basicamente impossível falar de androginia no k-pop sem falar do XLOV

O grupo, criado no início de 2025 pela empresa 257 Entertainment, é composto por quatro membros: Wumuti, Rui, Hyun e Haru.

O XLOV é um grupo que se considera “gender-free”, ou seja, eles não se prendem a coisas, como moda e comportamento, ligadas a um gênero específico. 

Em uma entrevista, eles explicaram “quando dizemos ‘agênero’, pode ser um pouco difícil para alguns fãs entenderem completamente. O que buscamos é quebrar estereótipos que sugerem que apenas certos gêneros podem fazer isso ou aquilo. A arte que expressamos é livre de gênero e esperamos que ela empodere mais pessoas a aceitarem seu verdadeiro eu e buscarem quem desejam ser”.

Eu admito que ainda estou pesquisando mais sobre eles, mas já achei todo o conceito interessantíssimo!

Foto do instagram do @xlov_official

E você, o que achou do post? Me conte nos comentários!

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